domingo, 29 de janeiro de 2012

Modelos de Folhas de Rascunho da CUF/Quimigal

Qualquer organização empresarial que se preze, tem os seus envelopes, folhas, e outros material de escritório personalizado com os seus próprio layouts. Evidentemente a CUF não foi uma excepção, ao longo da sua existência foi sempre uma empresa preocupada com o visual dos seus documentos, desde a simples factura, passando pelas suas folhas, cartões, embalagens tudo era pensado em pormenor.  Pois aqui vos deixo três modelos de folhas de rascunho, duas da CUF, cuja mais antiga, é certamente dos anos 60, sendo outra já pós 1973, com o novo símbolo da empresa. Como podem ver com a mudança para  Quimigal em 1977 a única coisa que muda é mesmo o símbolo mantendo-se o mesmo "layout" de folha.



Visita á Colónia de Férias da CUF (Parte III)

Continuemos pois a visita pela Colónia de Férias da CUF.. Saídos do Posto Médico da Colónia, esta era a vista geral que se podia avistar do varandim da escadaria que lhe dava acesso. As tabelas de Basquetebol que outrora ocupavam o pequeno campo acimentado,  os antigos baloiços, são hoje apenas lembranças do passado. A erva vai reclamando aos poucos o seu espaço, mesmo no antigo campo de futebol, frente ao edicto da cantina, onde se faziam uma espécie de mini-jogos olímpicos, e torneios bem ao espírito do convívio da colónia.





Entrámos depois no edifício da antiga secretaria, o local ainda encerra uma parafernalia de telefones, maquinas de escrever, mobiliário e outro material de escritório. Quase se consegue imaginar a azafama de outros tempos, funcionários a tratarem dois mais variados tipos de assuntos da vida da Colónia. No "hall" de entrada era ainda visível alguns quadros de fotografias dos miúdos da colónia, com um colorido que se vai desvanecendo aos poucos, com o passar dos anos e da humidade da maresia, bem como uma mesa com um velho megafone.. Virando à nossa esquerda, encontravam-se os quartos dos funcionários da secretaria, que possuíam uma casa de banho comum. Enquanto à esquerda podiam-se observar um Chaveiro e salas de arrumação onde ainda se encontrava tecidos e roupas dos antigos teatros que nas noites de verão animavam o serões da Colónia.








Dali seguimos para a Zona dos Duches, uma sala enorme, com chuveiros típicos dos anos 50. Onde nem eu quis deixar de ter uma pequena sensação de como seria tomar ali uma banhoca.







Um pouco mais a frente do Edifício da Secretaria, ficava a Vivenda da Direcção da Colónia, na qual, durante o seu funcionamento vivia a saudosa D. Ema.



Em seguida foi a vez de se visitar o antigo refeitório. Este era o maior edifício da Colónia, possuindo uma Cozinha, copa, e duas salas de refeitórios. Nas paredes dos refeitórios encontram-se dois paneis esculpidos em barro com motivos religiosos, assinados por um C. Vizeu, datados de 1956 e 1957. Na cozinha, ainda se podem ver os três panelões para sopa e confecção de comida fabricados por outra empresa que já não existe: a OLIVA. No edifício ficava ainda a Biblioteca, que se encontrava fechada.










Entrada da Biblioteca



E assim se dava por concluída esta visita. À saída houve ainda tempo de tentar fazer tocar o antigo sino do portão da colónia, mas em vão. Em jeito de homenagem tirei ainda esta foto a um dos mais carinhosos personagens da Colónia: o Sr. Veríssimo, antigo enfermeiro da Colónia, que ficou na memoria de inúmeras gerações de miúdos que por ali passaram. Regressamos depois ao restaurante da Toca do Júlio, para um almoço de confraternização que durou ate perto das 18 horas. Foi um dia memorável com grandes emoções para todos aqueles que nele participaram.


O Enfermeiro Veríssimo acompanhado da esposa





Aqui fica uma recordação/testemunho da Colónia: Um calendário de parede da Quimigal, que ficou parado em Setembro de 1989, data do qual o ultimo turno de colonos partiu para suas casas, enquanto a Colónia fechava portas para todo o sempre...

sábado, 21 de janeiro de 2012

Visita á Colónia de Férias da CUF (Parte II)

Ao meio dos dois dormitórios existia o quarto dos monitores, que possuía umas pequenas janelinhas para os os dormitórios de forma a que estes pudessem vigiar os seus colonos. Hoje nada resta da mobília, que ao invés das camas de ferros que nos aparecem nas fotos, eram sem beliches em madeira trabalhada muito ao estilo dos anos 50. A única peça que sobreviveu até aos dias de hoje foi o roupeiro.





Prosseguindo a visita fomos até ao antigo edifício do Posto Médico, que como se pode ver pelo aspecto exterior, já lhe vão faltando as portadas verdes de outrora. Logo á entrada ainda lá estavam os banquinhos da sala de espera, e num dos armários, ainda com medicamentos encontrava-se uma caixa da velhinha UNIFA! (União Fabril Farmacêutica, empresa criada pela CUF em 1951). O consultório, esse parecia parado no tempo, com a sua panóplia de instrumentos, tubos de ensaio, equipamento de laboratório. Dentre entre os frascos ali existentes ainda lá pontuava um com amoníaco a dizer "Caixa de Previdência do Pessoal da CUF e empresas associadas) e a velhinha maleta em madeira do Sr. Veríssimo.












Passemos agora aos quartos do Posto médico, dispunha de um total de 5 ou 6, com duas camas cada um como podemos ver pelas imagens.



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Visita á Colónia de Férias da CUF (Parte I)

Caros amigos e leitores, antes demais quero desejar a todos vocês, um excelente ano de 2012. Vamos ver até onde nos leva esta enorme crise (que diga-se de passagem tem sido uma constante da vida de Portugal nas ultimas décadas). Peço desculpa a todos pelo meu silencio mas a minha vida profissional tem sido intensa, de modo que nem sempre consigo aqui postar com a regularidade com que desejo.

Como é certamente do vosso conhecimento, no passadio dia 1 de Dezembro, um grupo de ex-colonos da antiga Colónia de Férias da CUF, juntou mãos à obra, e organizou um excelente e memorável evento, que durou praticamente todo o dia. É isso mesmo que aqui vos vou relatar em jeito de reportagem fotográfica. Para aqueles que não puderam estar presentes, é também uma forma de "viajar" até essa Colónia que marcou parte das suas vidas, e que tantas recordações deixou a essas pessoas.

Antes demais queria agradecer nas pessoas da Diana Colaço, Maria José Santos, Carlos Beja e Ana Ortiz (perdoem-me se me esqueço de mais algum nome) a excelente e louvável iniciativa que tiveram em "abrir" de novo os portões da antiga Colónia de Férias. Sei que foi muita a canseira e luta para lá chegar, mas penso que valeu bem apena  todo o esforço. A recompensa de visitar aquele espaço, recordar, memórias, histórias, cheiros, foi absolutamente memorável para muitas das pessoas que ali estiveram presentes.

A manhã começou cedo para todos os ex-colonos, acompanhantes e curiosos. No Barreiro junto à antiga creche da CUF o toque de alvorada foi ás 7:30 da manhã, hora em que o autocarro partia rumo a Almoçageme fazendo ainda uma paragem na zona do Calvário, para recolher mais pessoas. Eu estando um pouco mais perto de Sintra, peguei no meu carrinho e lá fui eu rumo à aventura. Chegado ao ponto de encontro, frente ao restaurante "A Toca do Júlio" ali aguardei pelas 9:30 hora prevista para a chegada dos autocarros. Seriam cerca das 10 e pouco quando eles chegaram. Começava a verdadeira festa entre cumprimentos e saudações, risos, e reencontros de pessoas que há anos não se viam. Antes de partirmos rumo à Colónia, fomos buscar, o nosso cartão identificativo, e as respectivas camisolas do encontro (baseadas nas cores usadas na Colónia: verde, azul, encarnado, amarelo e castanho).



Era agora a vez da curta caminhada até a antiga Colónia de Férias da CUF. Lá fomos estrada fora, em alegre convivo, perante o espanto de muitos automobilistas e residentes da zona. O dia que começou com cara feia até ajudou, presenteando-nos com um sol morno.



Após uma caminhada que deverá ter durado cerca de 15 minutos, chegamos, a antigo Portão da Colónia de Férias da CUF. O tão aguardado momento chegou com a abertura desses portões, sendo transpostos para um mundo de sonhos e memórias passadas de tempos felizes, na qual a vida corria devagar.



Depois de passar o portão esta era a panorâmica com que nos deparávamos, á esquerda, os pavilhões dos colonos, ao centro o velhinho depósito de água (onde noutros tempos chegou a ter escrito: C.U.F. - Colónia de Férias) e por fim à direita o antigo Posto Médico e um alpendre




Era agora tempo de entrar nos edificios dos dormitórios dos colonos. Passando a grande arcada, dava-se acesso a uma porta que dá directamente para o dormitório propriamente dito, estava esta dividido em dois dormitórios comportando cada um cerca de 30 camas, quarto dos monitores, duas zonas de lavatórios, duas casas de banho e dois polibans. Existiam um total de 5 edificios com esta tipologia.

Dormitórios

Zona dos Lavatórios


Casa de Banho




Poliban

Por ser uma reportagem fotográfica longa decidi dividir este "post" em duas partes, de forma a não cansar o leitor.