terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fotos da Colonia de Férias da CUF (Parte1)

De forma a saudar o evento do Almoço/Convívio da Colónia de Férias da CUF, nada melhor do que o celebrar com um interessante lote de fotografias tiradas nos anos 70 pelo então Monitor Adalberto Petinga, a quem desde já muito agradeço uma vez mais a sua colaboração. Estas fotos são dedicadas a todos aqueles que não vão poder estar presentes no evento. Não se preocupem, estarão presentes em espírito e nos corações de todos. Espero que gostem.


 5º Turno de 1971. O monitor Adalberto com o seu grupo dos Azuis na Praia Grande


  Grupo de monitores do 3º Turno de 1972
 De pé: Xavier, Pombo, Silva Nunes, Belo, Valério, Seténio, Mário, Oliveira, José Carrolo, Brito, João Carrolo, José Luis e Jorge Morais.
 Em baixo: Tó Zé Ventura, Rebocho, Manuel Luis, Machado, Pepe, Mário, Adalberto e Nazário.


 3º Turno de 1972. O grupo dos monitores dos Amarelos.
              José Luis, Xavier, Silva Nunes (monitor geral), Belo e Adalberto.


  3º Turno de 1972. O monitor Adalberto com o seu grupo dos Amarelos.

3º Turno de 1972. O monitor Adalberto com o seu grupo dos Amarelos no refeitório


5º Turno de 1972. O monitor Adalberto com o seu grupo dos Amarelos, junto ao alpendre.


  5º Turno de 1972. O monitor Adalberto com o seu grupo dos Amarelos, no refeitório.


  3º Turno de 1973. O grupo de monitores dos Amarelos, na Praia Grande.
     Jorge Fonseca, Nazário, Vitor Oliveira (monitor geral), Adalberto e Rui Ferreira.


 3º Turno de 1973. O monitor Adalberto com o seu grupo dos Amarelos, na Praia Grande.


 3º Turno de 1973. O monitor Adalberto com o seu grupo dos Amarelos, no refeitório.


 3º Turno de 1973. O monitor Adalberto com o seu grupo dos Amarelos, no refeitório.

Almoço Convivio da Colonia de Férias da CUF


Um dos eventos mais esperados nos últimos tempos está a chegar. O dia 1 de Dezembro (próxima Quinta-Feira) irá  ser diferente e muito especial para todos aqueles que conheceram a Colónia de Férias da CUF, sejam eles antigos colonos ou monitores. A emoção estará à flor da pele, será uma oportunidade única, poder voltar a revisitar um espaço que marcou para sempre tantas gerações de filhos de empregados da CUF. Memorias, cheiros, pessoas, situações, serão relembrados com emoção pelos visitantes.
Estarei presente neste evento e irei tentar documenta-lo fotograficamente o melhor possivel e aqui colocarei fotos do mesmo.

Quem desejar saber mais informçaoes sobre o mesmo este link explica tudo: Convívio da Colónia de Férias da CUF

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Bilhete Postal da CUF



Datado de 3 de Dezembro de 1943, este bilhete postal informava que a encomenda de encerado que Casa Agrícola de Penha Garcia efectuou à CUF, tinha chegado à Fábrica das Fontainhas, situada em Alcântara. É visível a extensa rede de depósitos que a Companhia possuía nessa época um pouco por todo o país, bem como os principais produtos produzidos. Este postal encontra-se assinado por um secretário da empresa. Mas o que seria o Encerado 1813? Deixou-me curioso, hei de investigar mais sobre o assunto. É um documento deveras interessante de uma época em que o telefone ainda não se tinha banalizado como nos dias de hoje, sendo o correio a forma mais eficaz de chegar junto dos seus clientes.

Autocolante da Tabaqueira para o selo do carro














Observe-se este interessante autocolante da Tabaqueira para colocar os selos do imposto municipal de circulação. Até há poucos anos era frequente todos os anos ter de se de colocar a vinheta desses selos no vidro do automóvel, agora é pertença do passado.  Este autocolante é de princípios dos anos 70 e publicitava uma das marcas mais famosas da empresa, o SG Gigante, com o mote "O Cigarro para os Gigantes do Desporto" outros tempos! E como podem ver tinha instruções de como se devia colocar! Esta era sem duvida outra ideia interessante e com certa originalidade de publicitar um produto, hoje seria impossível tal coisa devido à nova legislação dos tabacos. 

sábado, 12 de novembro de 2011

Identificação de um Camarote do Paquete Principe Perfeito da CNN


O que posso eu dizer sobre este objecto? Pelo que me foi dito, este tipo de "chapas" eram  usadas a bordo do Paquete Príncipe Perfeito, para identificar os camarotes, talvez usado na chaves dos mesmos, ou então servindo de "talão" de bengaleiro algo do género. Se bem que esta se encontra virgem, pois não esta gravado o numero do camarote ou do armário. Alguém que conheça a sua função me avise pois tenho curiosidade.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Para Ler e Meditar

Tenho acompanhado com muito interesse uma série de programas que têm passado no Canal de História, sob o titulo de Empreendedores e Milionários. Aqui são apresentadas grandes figuras como Henry John Heinz, o fundador da reputada marca do Ketchup, ou William Boing, que teve a visão pioneira dos voos aéreos comerciais. Com certeza estarão a pensar: "Mas o que é que isso tem a haver com este blogue?". Está de certa maneira ligado, e já perceberão o  porquê. Ao olhar para esse programa, nos episódios que até agora vi, verifiquei que tanto a Heinz como a Boing, marcas de excelência reconhecidas em todo o mundo, souberam preservar não só a sua história com o seu património. Desde a primeira casa onde John Heinz começou o seu negocio das conservas alimentares, a estátua manda erguer por subscrição dos trabalhadores ao fundador da Heinz, passando pelo barracão onde William Boing, montou o seu primeiro avião, tudo está preservado, com todo o orgulho e pode ver visitado por quem o deseje fazer.

Agora faço a pergunta, e quanto a Portugal? Também por cá tivemos grandes empreendedores, mas pelos vistos preferimos não lhes dar a importância devida se não mesmo ignora-los! Temos o caso gritante de Alfredo da Silva, cuja a casa onde nasceu, na Rua da Prata em plena baixa de Lisboa se encontra ao abandono. Não seria interessante criar-se ali um espaço museológico, retratando o ambiente da época, evocando a figura do Industrial? Temos a sua Casa Museu situada nos terrenos das antigas fábricas do Barreiro, fechada a sete chaves. Um local que poderia muito bem ser dinamizado e transformado num ponto de atracção turística encerrando nele objectos pessoais do Homem da CUF bem como outra curiosidades e histórias que mereciam ser contadas. Pelos vistos esta nova geração da actual CUF bem como as outras entidades a quem pertence tais espólios, não têm vontade nem interesse em divulgar tal personalidade. É pena e é grave quando as empresas se esquecem dos seus fundadores. Falei aqui do caso de Alfredo da Silva, como poderia falar de Henry Burnay (apenas conhecido com coleccionador de arte) de António Champalimaud, Duarte Ferreira entre outros, que muito contribuíram para este país,  que com a sua visão criaram marcas de excelência, usadas por gerações de portugueses e que bem mereciam mais reconhecimento,  nisso estamos mais uma vez a anos de luz quando comparados com a mentalidade existente noutros países.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O "Pirata Azul" algumas curiosidades.

Há uns meses atrás publiquei um pequeno post com alguma informação sobre este navio. Pois bem aqui retorno ao tema, depois de me ter chegado ás mãos algumas curiosidades sobre este "ferry". Recorrendo a "Revista de Marinha" nº130 datada de Outubro de 1983, o navio "Pirata Azul" foi construído em 1968 no estaleiro Norderwerft Johann Rathje Keser, situado em Hamburgo, entrando ao serviço em 1969 na empresa "Insel Schnellverkehr" fazendo carreiras rápidas entre Hamburgo e Helgoland no Mar do Norte.

O "Blauer Pirat" (este era o seu nome original) é adquirido em 1972 pela CNN, o seu nome é de imediato aportuguesado para "Pirata Azul". Este navio tinha como objectivo efectuar viagens turísticas no Algarve, o que era uma novidade na Nacional. Não nos podemos esquecer que desde meados dos anos 60 o Grupo CUF apostava fortemente no turismo algarvio, para alem de possuir os Hotéis Alvor Praia e o Penina (um dos mais luxuosos de todo o Algarve) detinha ainda uma grande participação na empresa SOINTAL proprietária dos Casinos do Algarve (Alvor, Vilamoura e Monte Gordo). Esta era pois mais uma aposta do Grupo nesse sector, possuindo desta feita um navio baseado em Portimão que diariamente fazia viagens turísticas ao longo da bela costa algarvia de então. Mas pelos vistos foi uma aposta que não teve bons resultados, pois em 1974 a CNN vendia o navio a uma empresa madeirense que o passou a utilizar na ligação Funchal - Porto Santo.

Para a história do navio aqui vos deixo um Bilhete do "Pirata Azul", bem como uma curiosa publicação em trilingue com um belo design gráfico típico dos anos 70.

 Bilhete do "Pirata Azul"





Folheto Turistico



Alfinete de Lapela com o primitivo simbolo do Grupo Desportivo da CUF


Há pouco tempo tive o prazer de adquirir este alfinete de lapela, certamente datado dos anos 30/40, dos primeiros anos do Desportivo da CUF, ainda com o seu logótipo primitivo. Há anos que andava atrás deste raro símbolo, tão diferente do emblema a que todos nós estamos habituados.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Senha de Consulta da Caixa de Previdencia da CUF



Uma curiosa senha de Consulta Médica da Caixa de Previdência da CUF, mas como está apenas rubricada, não sabemos qual seria o posto em questão. Estava sem duvida muito bem organizada, no seu verso dizia a data das novas consultas, e como se pode ver é datada dos anos 60. É um papelinho pequenino mas que não deixa de ter a sua curiosidade.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Homenagem ao Eng. João Farrajota Rocheta

Num momento em que os órgãos de comunicação social apenas transmitem noticias sobre a gravidade do momento actual, esquecem-se muitas vezes de figuras ímpares que muito contribuíram para o País, como foi o caso do Eng. João Rocheta, falecido aos 101 anos de idade em Junho deste ano.


Nascido no longínquo ano de 1909 em Faro, efectuando naquela localidade aí os primeiros estudos. Com 19 anos ruma a Lisboa e ingressa na Escola Naval terminando o curso com excelente aproveitamento ganhando o Prémio Fidel Stocker reservado aos alunos mais brilhantes.. Em 1935 vai para Génova,onde se irá doutorar em Engenharia Naval e Mecânica pela Universidade de Génova, com a máxima classificação de 110/110 «cum lode». No regresso a Portugal, inaugurou o Arsenal do Alfeite como engenheiro encarregado das Novas Construções e das Reparações. Em 1944 passa depois à reserva da Armada iniciando como técnico uma carreira profissional no sector privado notável em vários títulos. A CUF convida de imediato João Rocheta para trabalhar no Estaleiro Naval da Rocha Conde de Óbidos, ocupando o lugar de engenheiro chefe das Reparações. Quando anos mais tarde Vasco de Mello se reforma do lugar de Director do Estaleiro, João Rocheta é de imediato convidado para o lugar. aceitando-o.
Nos anos 50 o Grupo CUF na voz de D. Manuel de Mello tinha a aspiração de construir um grande estaleiro naval na margem sul do Tejo, na área do Samouco, cabendo ao Eng. João Rocheta toda a concepção do projecto. Convém referir que este projecto estará na génese daquilo que será uma década mais tarde o Estaleiro da Margueira, cuja responsabilidade do êxito do projecto é obra sua e de Thorsten Andersson. E se pensarmos que em apenas três anos (1967 a 1969) este estaleiro se torna responsável por cerca de 30% da reparação mundial de navios até 300 mil toneladas, é sem sombra de duvida um marco impressionante digno de registo.

Joao Rocheta irá manter o cargo de Director Geral da Lisnave de 1962 até 1970, ano em que transita para a Presidência do Conselho de Administração da Sociedade Geral. A partir de 1972 com a fusão da SG/CNN assume a Presidência do Conselho de Administração da CNN até a nacionalização na empresa em 1975, sendo afastado da empresa. Regressa assim à posição de 1ª tenente da Armada Portuguesa e colocado na Comissão de Domínio Publico Marítimo onde serviu até à sua aposentação em 1979.


Para se compreender a visão e a determinação deste grande homem merece ser lido este pequeno texto retirado de um artigo escrito pelo Almirante Alexandre Fonseca - Director da Revista de Marinha:

  "Nos Estaleiros da Rocha Conde de Óbidos onde então trabalhavam mais de 1500 operários, constatou que o nível médio de instrução era muito baixo, existindo mesmo um número muito significativo de analfabetos. Não seria assim possível ao Estaleiro ser competitivo e adaptar-se aos modernos métodos de trabalho com este tipo de mão-de -obra. Iniciou então um conjunto de acções de formação interna, procurando qualificar os mestres e contra-mestres, utilizando os engenheiros como formadores, e começou a enviar os jovens aprendizes para as Escolas Técnicas. Mantinha-lhes o ordenado, as propinas e as despesas eram pagas pelo Estaleiro, mas colocava-lhes como condição terem um bom aproveitamento escolar. A resposta foi entusiástica: todos acabaram os cursos e só houve uma reprovação! Também na LISNAVE o Engº João Rocheta não esqueceu este tipo de preocupação: o Centro de Formação de Pessoal preparou milhares de técnicos em múltiplas disciplinas, e granjeou significativo prestígio, quer a nível nacional, quer a nível internacional !"

O Centro aqui referido, era o Centro de Formação D. Manuel de Mello, inaugurado pela LISNAVE em 1970 e que formou ao longo da sua existência milhares de novos técnicos necessários ao sector. Em 2007 João Rocheta afirmava "A formação promove o bom funcionamento e permite o crescimento das empresas. Isto foi uma das coisas que me deu prazer na CUF. E é um dos problemas do nosso País."

Homem de visão, e dotado de uma competência excepcional, pudemos ainda dizer que o Eng. João Rocheta foi mesmo percursor da técnica do "Jumboizing"  consistindo em aumentar os cascos dos navios bem como a sua capacidade de carga geral. Prática essa que só passou a ser comum na construção naval nos anos 60, e na qual a LISNAVE tinha reconhecimento internacional, aportando ao seu Estaleiros navios de todas as partes do mundo para efectuar tais transformações.

A primeira vez que tal operação foi feita em Portugal, foi precisamente em 1946 ao navio "Fort Fidler" cuja sua proa estava parcialmente danificada. Registe-se que este navio foi vendido à Sociedade Geral, sendo rebaptizado com o nome de "Alcoutim". Após ter sido levado para o Estaleiro Naval da CUF, estimou-se que seria necessário um período de 8 meses  para se efectuar a reparação total do navio. Um período tão longo de trabalho, iria levar inevitavelmente a uma consequente quebra da rentabilidade do estaleiro, foi então que o Eng. João Rocheta teve a ideia de construir as as novas partes da zona da proa do navio em componentes pré-fabricadas, fora da doca-seca.

Para se perceber toda a complexidade da operação recorro de novo ás palavras do Sr. Almirante Alexandre Fonseca:

"Em 7 de Agosto de 1946 o agora denominado ALCOUTIM, entrou na doca-seca tendo-lhe sido cortada a proa, que ali ficou escorada, e reforçada a antepara estanque avante da ponte; cinco dias depois de ter entrado, o corpo principal do navio saiu da doca-seca, que ficou disponível para utilização por outros navios. Alguns meses depois, a 10 de Dezembro, o corpo do navio entrou de novo na doca-seca onde já se encontrava o duplo fundo de união à proa e as componentes pré-fabricadas do porão de vante, unindo-se então todas estas estruturas metálicas; treze dias mais tarde, o ALCOUTIM saía da doca-seca, pronto a iniciar um período de experiências de mar."

João Rocheta dirá sobre essa experiência pioneira as seguintes palavras: "Ficou impecável. Manuel de Mello, ofereceu-me então uma cigarreira em ouro e um cheque, que serviu para comprar o meu primeiro automóvel em Portugal, um Wolseley, que custou 90 e tal contos". E o certo é que o "Alcoutim" serviu na Sociedade Geral ate ao inicio dos anos 70.

Esta foi a forma que encontrei para homenagear esta figura ímpar da construção naval em Portugal. Infelizmente vivemos num País onde figuras como estas são rapidamente remetidas ao esquecimento, por não haver entre nós tradição a nível da história biográfica, e o Eng. João Rocheta era sem duvida um digno merecedor de uma obra de género, ainda para mais num país de tradição naval!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Recipiente para transporte de Ácido Cloridrico





Por vezes cometo loucuras, assim como esta, mas não deu para resistir. O que hoje aqui vos trago é precisamente parte de um Bidão para transporte do Acido Clorídrico da CUF. Vê-se que ele foi cortado e transformado numa espécie de balde ou algo do género, faltando a parte de cima, onde estava a rolha e duas asas de modo a poder transportar o bidão, como pode ser visto na foto retirada do livro "A Fábrica" lançado aquando dos 100 anos da CUF no Barreiro. É feito num plástico bastante rijo e pesado de forma a poder aguentar com os embates violentos, e tem inscrito de lado o simbolo da empresa e a sigla DPI que significava Divisão de Produtos para a Industria, que era uma das várias divisões internas e comerciais da CUF. Tem como medidas, 40 cm de largura, e 59 cm de altura, pela sua cor escurecida, deve ter estado durante muitos anos ao sol e a chuva, resistindo até hoje.

domingo, 28 de agosto de 2011

Bilhetes Postais do Serviço de Compras da CUF

Interessantes Bilhetes Postais do Serviço de Compras da CUF, datados dos anos 70 reclamando à Metalúrgica de Castelo Branco atrasos nas encomendas requisitadas a essa empresa. Os postais de cor amarela são referentes a primeiras reclamações, enquanto o de cor-de-rosa refere-se a uma segunda reclamação. Como poderão ver, dois dos bilhetes têm ainda o visual antigo da CUF, possuindo o outro já o novo símbolo e "lettering" que a empresa adoptou em 1973. Outra curiosidade, se olharem para todos os selos dos postais estão perfurados com as letras CUF.

 Bilhete Postal respectivo a uma primeira reclamação


 Bilhete postal respectivo a uma segunda reclamação


 Bilhete Postal de uma 1ª Reclamação com o símbolo e o letering novo da CUF

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Anuncio dos novos guindastes MAGUE encomendados pela Lisnave

Numa fase em que a Lisnave, se reforçava como grande empresa no sector da reparação naval a nível mundial, o Estaleiro da Margueira não tinha mãos a medir para o numero crescente de encomendas e trabalhos a ela dirigidos. Para fazer frente a esse problema a Lisnave decide encomendar à MAGUE dois gigantescos guindastes de 100 Ton duplicando desta forma a sua capacidade de manobra para as docas 11 e 12  ao mesmo tempo que acompanhava o acelerado crescimento do volume e arqueação bruta dos novos petroleiros da época.

Anuncio da MAGUE 1968

Repare-se bem na monstruosidade destes guindastes que eram maiores que a estátua do Marquês de Pombal. Neste anuncio estava bem presente uma ideia que fazia todo o sentido, num país em acelerado desenvolvimento económico: as grandes empresas nacionais, encomendarem sempre que possível a outras firmas nacionais maquinaria e outros produtos. Numa lógica tal como está explicita no anuncio de Progresso gerar Progresso, era também possível a essas empresas crescerem desenvolverem-se, tornarem-se competitivas e possuir novas técnicas e conhecimentos. (know-how), já para não falar nos postos de trabalho envolvidos  e no dinheiro que se poupava em importações. Mas pelos vistos são hoje ideias que pertencem ao passado.....

Planta dos Guindastes segundo publicação da MAGUE

Os Guindastes em pleno funcionamento

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Placa Publicitária da CUF em esmalte

A publicidade, é um instrumento fundamental para o sucesso de uma marca ou produto, e a CUF cedo se apercebeu disso, investindo em campanhas publicitárias, folhetos, publicações agrícolas etc. O que hoje vos trago é precisamente uma antiga placa publicitária da CUF, datando dos anos 30/40, era colocada nas lojas, armazéns e locais de venda de produtos da CUF. Ainda hoje quem viaje por esse país fora encontrará alguns, "esquecidos" nas paredes dos edificios, autenticas relíquias do passado a espera que o Tempo as apague para sempre. A placa tem 40 cm de largura por 30 cm de altura e foi feita na Metalurgia Duarte Ferreira no Tramagal.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Registo de Uma Marca da CUF

Estávamos em 1904, ano no qual  decorriam importantes obras de reestruturação na fábrica de óleos das Fontainhas,  enquanto que na Fábrica Sol se procedia à remodelação dos escritórios. A CUF que até aí tinha sido uma empresa produtora, de Óleos, Velas e Sabões, irá expandir-se para a industria adubeira, segundo um plano gizado por Alfredo da Silva.

É com o maior orgulho que vos mostro, um registo de uma marca da CUF datada de 1904, sendo a peça mais antiga que possuo na minha colecção. Como se pode observar, foi esta marca registada no dia 12 de Julho de 1904. A sede da empresa era ainda na Rua 24 de Julho nº940 (Hoje Av. 24 de Julho). Para alem de estar assinada pelo Engenheiro Chefe da Repartição, e pelo Conselheiro Director Geral, encontra-mos no final a assinatura do próprio Alfredo da Silva, à época Administrador Gerente da empresa.

Na parte detrás do documento, podemos ver o aspecto visual da marca criada pela empresa, que como se pode ver é de um grafismo bastante simples.



Pormenor da Assinatura de Alfredo da Silva

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Cinzeiro da CUF

Interessante cinzeiro da CUF, com um diâmetro de 9,5 cm, reconhece-se logo pelo seu design, que é fabrico da SECLA, empresa de cerâmica situada nas Caldas da Rainha e que durante os anos 60 e 70 teve não só grande projecção não só no País como no estrangeiro. Uma peça bem elegante apesar de infelizmente ter uma falha no seu bordo.