quarta-feira, 30 de abril de 2008

O Banco Totta Standard de Angola

Já mais do que uma vez me pediram para falar sobre as actividades do Grupo CUF em África. Pois bem, como resposta a esses pedidos, hoje vou expôr o que sei e o que consegui investigar até agora sobre o Totta Standard de Angola. Espero que seja do vosso agrado.

Em 1966 o Grupo CUF decide alargar a sua actividade bancária ao Ultramar Português. Relembre-se que na Metrópole era Banco Totta-Aliança parte integrante do Grupo. Para concretizar esse projecto associa-se ao Standard Bank (África do Sul) nascendo assim o Banco Totta Standard de Angola.
O Banco iniciou-se com um capital social de 75 mil contos, evoluindo para um total de 180 mil contos em 1972. Neste ano o Banco possuía 38 sucursais, 14 das quais em Luanda e as restantes 24 espalhadas pelo território em cidades como: Benguela, Carmona, Cela, Henrique de Carvalho, Nova Lisboa etc. Em 1972 os depósitos atingiram o montante de 3.120 milhões de escudos. O activo total passou de 469 mil contos em 1966 para 7.096 mil contos no ano de 1972.



Para se ter uma noção do crédito concedido pelo Banco só no ano de 1972, este ascendeu a mais de 4.567 milhões de escudos. Devido ao seu constante crescimento empregava no inicio dos anos 70 mais de 550 empregados e ocupava um lugar de relevo na economia de Angola.
















Aqui fica uma curiosidade interessante um dos últimos cheques do Banco Totta Standard de Angola, já com o seu ultimo símbolo que apareceu por volta de 1974 ou 1975. Repare-se na curiosidade interessante de em Luanda existir também uma 5ª Avenida, não era só Nova Iorque que tinha uma!



Para finalizar deixo-vos dois deliciosos anúncios do Banco Totta Standard, um de 1972, com a lista das agências, e outro da sua fase final já em 1975, com um belo texto, alias como os anteriores. Falavam de um Futuro melhor, futuro esse adiado..... A atenção, e as interessantes e curiosas mensagens dos seus textos reflectindo sempre para o pensamento humano era uma imagem de marca da publicidade no Grupo CUF.

Fonte Usada: O Grupo CUF, 1973

Admissão de Pessoal para o Estaleiro da SETENAVE


Já que se está a falar na SETENAVE, achei que seria curioso colocar este pequeno anuncio publicado no Jornal "República" de 8 de Outubro de 1973. Num período em que as obras do futuro Estaleiro iam já numa fase avançada, era necessário admitir pessoal com qualificações superiores necessárias, para a sua nova Escola de Formação Profissional, um instrumento essencial para qualquer estaleiro que se preze, pois é sempre preciso estar a par dos novos maquinismos, métodos de trabalho, e tecnologias, e só assim um projecto deste género de envergadura teria sucesso, como aconteceu com o caso do outro Estaleiro do Grupo CUF, falo evidentemente da LISNAVE. Não é pois de estranhar que a Sede e Departamento de Pessoal da SETENAVE se situasse em Almada como vem referido no anúncio.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O Secretário de Estado da Indústria visita a SETENAVE


Como já foi dito noutros posts em 1972 o Grupo CUF começou a planear um novo e grandioso empreendimento na sector da Construção Naval, falamos dos Estaleiros Navais de Setúbal - SETENAVE. Nesta foto podemos ver o Eng. Rogério Martins (Secretário de Estado da Indústria desde 27 de Março de 1969) com o ponteiro na mão apontando para a fotografia. Aliás Rogério Martins não era estranho ao Grupo CUF sendo um antigo colaborador do mesmo, desempenhando um cargo directivo na Sociedade Geral de Comércio Indústria e Transportes, de 1966 a 1969. Saltando um senhor ao lado do Secretário de Estado, com o seu cabelo esbranquiçado e esboçando um sorriso no rosto, deparamo-nos com um alto quadro da Lisnave, Eng. João Farrajota Rocheta, um dos criadores e impulsionadores da Lisnave, sendo seu Director Técnico. Em seguida e virado para o Eng Rogério Martins, vemos Dr. José Manuel de Mello, Presidente do Conselho de Administração da SETENAVE que com certeza estaria a dar explicações sobre o projecto. Ao seu lado um pouco mais alto encontra-se o Eng. Perestrello de Vasconcellos sendo na época o Administrador- Delegado da Lisnave.

Toda a concepção deste grande projecto foi entregue a outra empresa do grupo, a Profabril, que nesta época ganhava cada vez mais fama a nível internacional. A foto que se vê por detrás deste grupo de pessoas é esta que coloco aqui, é um ante-projecto que demonstra a enormidade de tal projecto com base na planta da cidade de Lisboa.


Foto da Revista da Lisnave, 1972

sexta-feira, 11 de abril de 2008

A CUF, o Algarve e o Turismo

Nos idos anos 60 portugueses e estrangeiros descobriam o Algarve, e o novo turismo de sol e mar. Contudo nos primeiros anos, foi parco o investimento no sector hoteleiro, relevando uma grande insuficiência, para um turismo em crescimento. O Grupo CUF atento a estes factores e procurando sempre novas oportunidades de negócio e novos sectores, aceita o desafio e cria em 1963 a SALVOR – Sociedade de Investimento Hoteleiro S.A.R.L. O seu objectivo era a construção de uma unidade hoteleira na Praia dos Três Irmãos situada no Alvor. Esta nova empresa, detinha um capital era 50 mil contos em 1966 passando para 100 mil contos no ano de 1969. Analisando o Relatório e Contas da SALVOR datado de 1966, pode-se observar que o custo estimado do novo Hotel Alvor Praia seria na ordem dos 120 mil contos, mas segundo uma publicação de 1969, o custo total do investimento teria mesmo chegado aos 200 mil contos. Este Hotel é oficialmente inaugurado em Janeiro de 1968


Este Hotel dispunha de 215 quartos e suites com ar condicionado, rádio, telefone e isolamento acústico, 2 restaurantes para 400 pessoas, bar, lojas, uma “boîte”, sauna, piscina com agua do mar aquecida, um mini campo de golfe amplos salões para conferências e congressos. O final do Relatório fecha com a seguinte afirmação “O Hotel Alvor Praia está preparado para garantir o mais alto grau de conforto e servir de modo adequado os interesses de uma corrente turística em expansão”. Ainda no ano de 1966 a SALVOR compra duas parcelas de terreno confinantes com o hotel num total de 9 hectares. Nesse ano tinha ainda sido feito o pedido de admissão dos títulos da SALVOR na Bolsa de Valores. Segundo a Revista Vida Mundial de Novembro de 1971 "A capacidade de planeamento e de gestão da SALVOR tornou possível que este hotel registasse índices de ocupação em constante e progressivo aumento de tal maneira que o da estação alta deste ano foi de 87,6%", mais a frente pode ler-se ainda "o Alvor-Praia adquiriu um prestígio que transpôs fronteiras e despertou as atenções das grandes empresas turísticas, tendo duas delas manifestado já interesse em inclui-lo nas cadeias de hotéis que exploram"

Conselho de Administração da SALVOR em 1966

- Francisco José Anjos Ribeiro Ferreira

- José Osório da Rocha e Mello

-Sérgio Casqueiro Geraldes Barba

- José Manuel da Silva José de Mello

- Hotal*



* HOTAL - Sociedade de Indústria Hoteleira do Sul de Portugal, também ela fundada em 1962 pelo Grupo CUF


Fontes:

  • SALVOR - Relatório e Contas de 1966
  • The CUF Group (CUF - Publicity Dept. 1969)
  • Revista Vida Mundial, nº 1692, 12-11-71

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Postal Publicitário dos Milhos Hibridos CUF


Estávamos nos anos 60, e os Milhos Híbridos eram o ultimo grito da tecnologia na Agricultura. Mais uma vez a CUF não ficou de braços cruzados, e apresenta um produto seu. Pioneira no pais numa publicidade apelativa, usava nos anos 60, o Postal como forma de publicitar os seus produtos, com frases simples mas com tocantes como a que esta no Postal. E claro para além de publicitarem o seu Milho Híbrido, voltando o postal, encontramos um texto onde é publicitado, os seus Adubos de Foskamónio, bem como o seu Sulfonitrato ou a Ureia produzida pela UFA, para melhores crescimentos e resultados.